Neste mês o P@je esteve mais uma vez no Assentamento 10 de Abril, dessa vez o tema debatido foi: Política de Drogas. Junto com os jovens do assentamento conversamos e construímos um painel, sobre as principais drogas, lícitas e ilícitas, mais consumidas no Brasil: Álcool, Cigarro, Maconha, Cocaína e Crack. A partir de uma análise ampla sobre fatores ligados a essas drogas, pudemos destacar diversos aspectos na elaboração do painel, como fatos históricos,variedade de usos em culturas diferentes, curiosidades, dentre outros. Para finalizar esse momento enriquecedor, ainda brincamos de "forca" utilizando palavras que tivessem relação com a juventude no assentamento.domingo, 23 de novembro de 2014
Política de Drogas no Assentamento 10 de Abril
Neste mês o P@je esteve mais uma vez no Assentamento 10 de Abril, dessa vez o tema debatido foi: Política de Drogas. Junto com os jovens do assentamento conversamos e construímos um painel, sobre as principais drogas, lícitas e ilícitas, mais consumidas no Brasil: Álcool, Cigarro, Maconha, Cocaína e Crack. A partir de uma análise ampla sobre fatores ligados a essas drogas, pudemos destacar diversos aspectos na elaboração do painel, como fatos históricos,variedade de usos em culturas diferentes, curiosidades, dentre outros. Para finalizar esse momento enriquecedor, ainda brincamos de "forca" utilizando palavras que tivessem relação com a juventude no assentamento.domingo, 19 de outubro de 2014
Vamos debater: Diversidade Sexual e de Gênero!!!!
Neste sábado o P@je realizou mais um momento de formação, dessa vez no campus Pirajá, sobre Diversidade Sexual e de Gênero!
A escolha do tema tinha a pretensão de trazer à tona temáticas inviabilizadas no cotidiano da universidade e assim combater toda forma de opressão.
Foi um momento de debate mas também de troca de conhecimentos para refletirmos as nossas práticas para que assim possamos construir uma sociedade livre. A pauta é urgente, precisamos questionar os papéis impostos, e compreender que esta luta deve estar integrada as demais bandeiras para superarmos toda forma de dominação e exploração. È necessário a mobilização dos sujeitos oprimidos em busca da plena liberdade e igualdade para todxs, livres de toda forma de opressão.
Foi um momento de debate mas também de troca de conhecimentos para refletirmos as nossas práticas para que assim possamos construir uma sociedade livre. A pauta é urgente, precisamos questionar os papéis impostos, e compreender que esta luta deve estar integrada as demais bandeiras para superarmos toda forma de dominação e exploração. È necessário a mobilização dos sujeitos oprimidos em busca da plena liberdade e igualdade para todxs, livres de toda forma de opressão.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
É hora de falar de copa!
Foi
hora de falar de Copa com os jovens do assentamento. Perguntamos como
eles tinham passado a copa, se eles haviam gostado e a maioria havia
gostado até a semi-final. Então, foi aí que apresentamos outra
perspectiva sobre a copa, aquele lado que muitos não veem, como a
objetificação da mulher e as obras de mobilidade urbanas que deixaram
comunidades inteiras sem ter onde morar.
Para falar de mulher na Copa pedimos que desenhassem onde eles viram que
a mulher na copa, onde e como ela aparecia. Foi muito legal ver todos
desenhando e explicando seus desenhos. Depois mostramos vídeos sobre
como ocorreu a obra de mobilização urbana, mostrando como foi a
desapropriação de casas e como as famílias que iam ser retiradas dos
locais em que a obra passaria ficaram sem apoio. É sempre bom mostrar os
dois lados da moeda, mostrar que a copa não era só aquela maravilha que
foi mostrado pela maioria da mídia. Os jovens do assentamento aceitaram
muito bem a proposta fazendo com que o sábado fosse bem produtivo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Aula Inaugural!
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| Turma da tarde - 2014.2 |
E
nessa quinta(28/08) foi a aula inaugural do P@JE, recebemos nossos
calouros da Faculdade de Direito com muito debate e simpatia! Para essa
aula inaugural, dividimos a turma em vários grupinhos com temáticas como
Movimento Sem Terra, negritude, feminismo, manifestações e diversidade
sexual e de gênero. Acabamos entrando em temas como aborto, cotas,
desapropriações,black blocs, transfobia, mas não o debate se expandiu
para outros pontos também. Foi ótimo ver essa galera debatendo e dizendo
suas opiniões e que continuem assim. O P@JE estará aberto para todos
esses debates e muitos outros. Podem vir! Às reuniões terças e quintas
de 17hrs as 18h30 estarão abertos á todos; Esperamos por vocês.
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| Turma Noite 2014.2 |
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| Turma Noite 2014.2 |
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| Turma Tarde 2014.2 |
domingo, 27 de abril de 2014
Volta ao assentamento!
Para o primeiro encontro do ano, preparamos caixinhas onde
os jovens do Assentamento 10 de Abril depositaram papéis com sugestões de
temas e estruturas para 2014, além das suas opiniões e dúvidas sobre os
temas abordados em 2013. Debatemos as sugestões e muitas delas nos
permitiram constatar a força do laço criado entre nós durante um ano de
trabalho.
Depois de uma merecida parada para o lanche, todos assistimos a uma apresentação de um grupo teatral (NEET- Sesc) convidado pelo P@je. Eles ficaram
vidrados em cada movimento dos atores e, ao fim da peça, todos
participamos de jogos de improvisação e brincadeiras preparadas pela
galera do teatro. Foi divertido ver a interação e a energia de todos. Essa
primeira visita não poderia ter sido melhor!
Que 2014 siga nesse ritmo. Nos vemos em breve!!!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
III Ciclo de Debates em Assessoria Jurídica Popular
No
último sábado, 12 de abril, aconteceu o III Ciclo de Debates em Assessoria
Jurídica Popular, no campus de Direito da Universidade Regional do Cariri. O
evento foi um sucesso, compareceram cerca de 50
pessoas vindas das três universidades de Direito da Região, URCA, FAP e Fals,
além de estudantes de outros cursos.
O
evento foi estruturado em dois turnos: o da manhã, com um debate sobre direitos
humanos e definição sobre a assessoria jurídica popular e assistência popular;
e o turno da tarde, que explicou o que são AJUPs e AJPs.
O
momento da manhã iniciou com a dinâmica do repolho. Esta dinâmica consiste em
uma bola com várias camadas de papel, com frases presentes em cada camada, que
é passada pelos participantes enquanto é tocada uma musica, no momento que a
música parar, a bola também deve deixar de ser passada e a pessoa que ficou com
a mesma deve remover uma camada, ler a frase, de conteúdo polêmico, e comentar
sobre a mesma. As frases tratam assuntos como machismo, racismo e classicismo.
Ainda
no turno da manhã, após o término da dinâmica do repolho, o professor João
Adolfo Bandeira, um dos fundadores do P@je e mestre em Direitos Humanos pela
UFPB, fez uma fala sobre os Direitos Humanos e sua importância, explicando sua
atuação na sociedade e o porque de os mesmos deverem ser respeitados.
Após
a fala de João Adolfo, Pétrus Eduardo, membro do P@je, explicou as diferenças
entre Assessoria Popular e Assistência Popular. Pétrus explicou que enquanto a
assistência popular tem um caráter impessoal e de ajuda imediata, a assessoria
popular procura se familiarizar com as pessoas em questão e tem um trabalho de
construção a longo prazo, a assessoria popular também pode ter função de assistência.
Outro aspecto que ele citou é a questão verticalidade X horizontalidade, a
assistência popular possui uma posição vertical, na qual a pessoa assistida
apenas relata seus problemas ao assistente, sem troca de experiência, eles
geralmente sentam-se um de frente para o outro com uma mesa separando-os. Já na
posição horizontal, as pessoas assessoradas e os assessores ficam em posição
circular para evitar que um fique numa posição mais elevada que a outra, nesse
caso as pessoas discutem sobre seus problemas e são orientadas sobre seus
direitos e como busca-los. Aqui se inicia o período da manhã.
No
turno vespertino, Adriano, outro membro do P@je, contou a história do ´P@je,
como ele surgiu e quais foram seus fundadores, e também mostrou os momentos marcantes
do P@je em uma apresentação de slide.
Após
o momento de Adriano, foram exibidos vídeos sobre a atuação das diversas AJUPs
no país. Rebeca e Felipe, ambxs pajeanxs, explicaram a atuação do P@je no
Assentamento 10 de Abril do MST e como é construído a assessoria popular aos
mesmos, também falaram sobre as Assessorias Jurídicas Universitárias Populares
(AJUPs) e as Assessoria Jurídicas Populares (AJPs).
Para fechar o Ciclo de Debates, Giovani
Tavares, mestre em Direito Constitucional pela UFC, falou um pouco sobre a sua
atuação nas AJPs e como as mesmas funcionavam.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Formação - Negritude
O P@je vai fazer neste sábado o primeiro estudo de formação
do ano!
NEGRITUDE é o tema do mês, discutiremos os seguintes eixos:
-Negro na Universidade (https://www.dropbox.com/home/P%40je/textos/forma%C3%A7%C3%A3o/Negritude%20-%20Mar%C3%A7o/Negrxs%20na%20Universidade)
-Mulher Negra (https://www.dropbox.com/s/ay302tdmhuk7xy5/As%20mais%20oprimidas%20dentre%20as%20oprimidas%20tem%20cor%20-%20.docx)
-Criminalização da Juventude Negra (https://www.dropbox.com/s/g8cpuk4qxcddrwo/Juventude%20e%20Ra%C3%A7a.pdf)
Se você quer discutir, contribuir ou aprender vem com a gente!
É só chegar neste SÁBADO(05/04), a partir das 14hs na sala de Pós-graduação da Faculdade de Direito - URCA!
terça-feira, 25 de março de 2014
ONDE ESTÃO OS NEGROS NA UNIVERSIDADE?
Desde o início do período letivo 2014.1, o Programa de Assessoria Jurídica Estudantil - P@je - está realizando dentro da Faculdade de Direito da Universidade Regional do Cariri - URCA, uma "intervenção negra"!
É evidente (e histórico) o fato de que as Universidades têm em seu nascedouro no Brasil, a lógica de manutenção dos privilégios da aristocracia. Ou seja, as universidades foram implantadas no Brasil, não para "instruir" a população, mas com o intuito de evitar que a burguesia brasileira tivesse o desgaste de ir à Europa para receber esta instrução. Diante destes fatos, fundaram-se as universidades brasileiras, mas nelas, filhos de pessoas negras que foram escravizadxs não tinham/têm lugar!
Axé!
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| Hã? Intervenção negra?! Pra quê?! |
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| Pichação no banheiro da URCA |
No cariri, possuímos duas Universidade Públicas, uma federal e outra estadual, Universidade Federal do Cariri - UFCA (onde houve um trote machista em que calouras recebiam uma plaquinha com os dizeres: "Friboi", mas o foco no momento é outro!) e Universidade Regional do Cariri - URCA, respectivamente. A cultura RACISTA/SEXISTA/PATRIARCAL/HOMOFÓBICA/ELISTISTA ainda é presente nestes dois espaços que deveriam estar emancipados deste tipo de discriminação repulsiva! Afinal, universidade é pra ser PLURAL e POPULAR!
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| Quais destes são os filhos dxs pessoas escravizadas? Onde eles estão? |
O caso mais recente de racismo impune e que demonstra o fosso na ausência de políticas de enfrentamento ao racismo na Universidade Regional do Cariri é visível no caso do estudante do Curso de História que teve seu nome (que preservaremos por respeito à vitima do ataque racista) escrito em uma caixa de descarga com os seguintes dizeres: "FULANO ANEMICO DESGRAÇADO MORRE SEU NEGRO"(sic).
Ainda no departamento de História da URCA, houve outro caso em que uma professora foi discriminada por sua sexualidade e por ser companheira de uma mulher negra, que foi xingada de "macaca"!
Em pesquisa rápida no Google é possível constatar os números de que o Ensino Superior Brasileiro possui uma classe e uma cor. Isso são fatos.
A universidade brasileira ainda passa por dificuldade para se livrar da cultura racista. A população negra está afastada das universidades desde o seu surgimento no Brasil. Enquanto o espaço acadêmico permanecer refletindo a estrutura social racista brasileira, precisaremos nos perguntar: "ONDE ESTÃO XS NEGRXS NA UNIVERSIDADE?" Para então, intervir!
Axé!
TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU VOU PASSAR COM A MINHA COR!
domingo, 16 de março de 2014
MULHERES CONTRA O MACHISMO, CONTRA O RACISMO E CONTRA O CAPITAL!
Março, mês da mulher.
É neste mês que temos a maior data da mulher proletária! O dia internacional da Mulher! A data, é recheada de um simbolismo que resgata a luta da mulher da classe trabalhadora.
Apesar de estar bastante desvirtuada de seu propósito original, o dia 8 de Março remonta ao momento em que as mulheres operárias socialistas de Nova Iorque, cansadas de se submeter à rotina diária de exploração pelo patrão, deflagram greve ocupando a fábrica em que trabalhavam. O proprietário da fábrica "Cotton" enclausura as mulheres que ocupavam seu galpão e incendeia-o. Assim, foram assassinadas, queimadas vivas, 129 mulheres que lutavam contra o capital.
Diante do crime ali cometido, desde então, as mulheres remontam-se àquele triste dia para resgatar o espírito pela luta!
Apesar das deturpações criadas pela mídia massiva, o dia 8 de Março para além das flores e dos comentários de parabéns é um dia de bastante ativismo político!
Em Crato-CE, as entidades governamentais e os coletivos feministas e de mulheres da região do Cariri organizaram ato político pelas ruas da cidade! Estiveram presentes: O Conselho de Defesa da Mulher Cratense, mulheres da Federação dxs Trabalhadorxs na agricultura do Estado do Ceará - Fetraece, Marcha Mundial de Mulheres, a batucada feminista do Levante Popular da Juventude, o coletivo RUA - Juventude Anticapitalista, o FEMICA e, em especial, as mulheres do Coletivo de Mulheres Negras do Cariri - Pretas SIMOA que durante a marcha problematizaram o feminismo branco, escancarando a necessidade de se pautar um feminismo plural que abarque as especificidades das mulheres negras!
O p@je entende que a cultura machista e patriarcal está diretamente relacionada ao sistema capitalista que permeia as relações fortalecendo a hierarquia entre os sexos. Nós nos opomos ferrenhamente à cultura patriarcal. Estamos certos de que para que haja de fato uma revolução socialista, esta deve ser antes de tudo feminista! Avante companheiras!
É neste mês que temos a maior data da mulher proletária! O dia internacional da Mulher! A data, é recheada de um simbolismo que resgata a luta da mulher da classe trabalhadora.
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| Mulheres em marcha por direitos. |
Apesar de estar bastante desvirtuada de seu propósito original, o dia 8 de Março remonta ao momento em que as mulheres operárias socialistas de Nova Iorque, cansadas de se submeter à rotina diária de exploração pelo patrão, deflagram greve ocupando a fábrica em que trabalhavam. O proprietário da fábrica "Cotton" enclausura as mulheres que ocupavam seu galpão e incendeia-o. Assim, foram assassinadas, queimadas vivas, 129 mulheres que lutavam contra o capital.
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| Intervenção do coletivo Pretas Simoa |
Apesar das deturpações criadas pela mídia massiva, o dia 8 de Março para além das flores e dos comentários de parabéns é um dia de bastante ativismo político!
Em Crato-CE, as entidades governamentais e os coletivos feministas e de mulheres da região do Cariri organizaram ato político pelas ruas da cidade! Estiveram presentes: O Conselho de Defesa da Mulher Cratense, mulheres da Federação dxs Trabalhadorxs na agricultura do Estado do Ceará - Fetraece, Marcha Mundial de Mulheres, a batucada feminista do Levante Popular da Juventude, o coletivo RUA - Juventude Anticapitalista, o FEMICA e, em especial, as mulheres do Coletivo de Mulheres Negras do Cariri - Pretas SIMOA que durante a marcha problematizaram o feminismo branco, escancarando a necessidade de se pautar um feminismo plural que abarque as especificidades das mulheres negras!
O p@je entende que a cultura machista e patriarcal está diretamente relacionada ao sistema capitalista que permeia as relações fortalecendo a hierarquia entre os sexos. Nós nos opomos ferrenhamente à cultura patriarcal. Estamos certos de que para que haja de fato uma revolução socialista, esta deve ser antes de tudo feminista! Avante companheiras!
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| Ato político na praça São Vicente em Crato - CE |
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| Algumas das mulheres do p@je |
Seguiremos em marcha até que sejamos todas livres!
*Fotos retiradas do facebook.
domingo, 9 de março de 2014
V P@jejamento
Hoje terminamos o nosso V P@jejamento - planejamento anual das atividades do P@je - foi um final de semana inteiro, dedicado a refletir, debater, repensar e planejar
as nossas atividades para o ano de 2014!
Será um ano de diversas atividades do P@je, que além da
atuação no Assentamento 10 de Abril com o grupo de jovens, teremos muitas
novidades para acontecerem dentro da nossa universidade!
sábado, 1 de março de 2014
PRE - PARA!
Faltam 10 dias para o ano (letivo) começar e o p@je, apesar das férias na Universidade Regional do Cariri - URCA, está cheio de planos. Sim, planos! MuaaaHahaha...
Agora em março, realizaremos o nosso V P@JEJAMENTO - Planejamento Anual das Atividades do P@je - A AJUP mais linda do Brasél! - que acontecerá nos dias 7, 8 e 9 em algum lugar na Chapada do Araripe!
Além disso, estamos organizando diversas atividades para você calourx que foi aprovadx no vestibular 2014.1! Esperamos por vcs em breve! Sejam muito bem-vindxs!
Hábraços e Abraços de luta!
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Greve? Passou...
O P@je - Programa de Assessoria Jurídica Estudantil - esteve junto aos professores, servidores técnico-administrativos e estudantes das três universidade estaduais no Ceará (URCA, UEVA e UECE) para construir a GREVE DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS 2013.
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| Assembleia de Professorxs da URCA - Quem é a favor da greve? |
No dia 05 de novembro, em assembleia realizada no salão de atos foi deliberado o início da greve dos professores. Greve, por melhores condições de trabalho, por investimentos na infra-estrutura das universidades, por assistência estudantil, por melhores planos de cargos-carreiras e vencimentos.
Alguns dirão: "Mas, estava tudo tão bem, pra quê greve?!"
Não, não está tudo bem, cara pálida!
| Campus São Miguel - Faculdade de Direito - FD |
A realidade vivida nas 3 universidades escancara a verdadeira intenção do plano para a educação do Governador do Estado, Cid Gomes. Com uma política de priorizar o ensino técnico em detrimento do ensino superior, o chefe do executivo constrói Escolas de Ensino Profissionalizante, precarizando as universidades.
Não é preciso ser muito inteligente para constatar o óbvio, basta ir ao Campus São Miguel da URCA, onde funciona o curso de Direito.
O prédio é lindo, colonial, com árvores imensas. Contudo, os banheiros estão depredados, paredes riscadas, as salas são quentes, o prédio passou por uma reforma na instalação elétrica, mas ainda assim os problemas de queda de energia continuam acontecendo. Não há salas suficientes. Não há sala para os projetos de extensão, grupos de pesquisa, há apenas uma sala para todas as pós-graduações do curso. A realidade é precária, mas isso não nos desanima.
O prédio é lindo, colonial, com árvores imensas. Contudo, os banheiros estão depredados, paredes riscadas, as salas são quentes, o prédio passou por uma reforma na instalação elétrica, mas ainda assim os problemas de queda de energia continuam acontecendo. Não há salas suficientes. Não há sala para os projetos de extensão, grupos de pesquisa, há apenas uma sala para todas as pós-graduações do curso. A realidade é precária, mas isso não nos desanima.
| EEP Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau |
Em contraponto a esta realidade, basta atravessar a
Av. Teodorico Teles e se deparar com a Escola de Ensino Profissionalizante
Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseuau que conforme o blog do Crato: "Distribuída
em 5,5 mil metros quadrados, a estrutura é composta de 12 salas de aula,
auditório, biblioteca, bloco pedagógico-administrativo, laboratórios
específicos para os cursos técnicos oferecidos, além dos de Línguas, Informática,
Ciências e Matemática. Tem capacidade para atender a 540 estudantes, em tempo
integral, das 7 horas às 17 horas. Esta é mais uma construção que atende à concepção
de qualidade para escolas de educação profissional. A obra foi supervisionada
pelo Departamento de Arquitetura e Engenharia (DAE), ligado à Secretaria da
Infraestrutura (Seinfra).".
Deu pra sentir a diferença? É... difícil de engolir, né?!
Deu pra sentir a diferença? É... difícil de engolir, né?!
E qual o problema em investir em Ensino Técnico? O ensino
técnico não prepara para a reflexão crítica! Ensino técnico não emancipa, não
transforma! Prepara apenas para as demandas do mercado de
trabalho. Os filhos da classe trabalhadora merecem mais do que isso!
Os demais campus da universidade estão tão precarizados
quanto o de Direito. No curso de Artes, além da falta de corpo docente, há
falta de campus. Sim, isso mesmo, funcionam, interinamente no campus Pirajá,
enquanto a obra de construção do campus em Barbalha se arrasta... O campus de
Iguatu teve um princípio de incêndio, o campus funciona em um prédio cedido,
contudo, agora os cursos foram distribuídos em diversas escolas na cidade
devido aos riscos do prédio onde funcionavam... As Unidades Descentralizadas
(UD's) seguem o mesmo rumo, só que sem fogo, por enquanto, mas com carência de
professores efetivos, falta de infraestrutura, falta de campus...
Enfim, a greve acabou e algumas conquistas foram alcançadas
e as demais só virão através da luta!!!!!! Afinal, só a luta muda a vida!
Não custa lembrar que com a greve anterior foi
conseguida a criação do PCCV, o RU, a Residencia Universitária..
O intuito deste texto é reafirmar a importância da organização para enfrentarmos nossos inimigos! Com coragem vamos além, vamos à luta!
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| O p@je em luta no dia da deflagração da greve! |
Conquistas da greve em 17/01:
1. Regulamentação do PCCV dos professores até o fim do mês e encaminhamento dos projetos à ALCE até 10 de fevereiro;
2. Aumento em cada Universidade de 10 milhões no investimento em Assistência Estudantil, disponível a partir do dia 27 de janeiro, com possibilidade de acréscimos posteriores;
3. Convocação de concurso para professoHr efetivo ainda no semestre 2014.1; a quantidade de vagas será firmada em Seminários que ocorrerão nas três Universidades;
4. Reforma no prédio da FACEDI-UECE triplicando o tamanho desta e a abertura de um novo curso nesse campus, aberta a possibilidade de outros cursos conforme o resultado dos Seminários já mencionados.
Voltamos!
Há braços!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Natal: saldo positivo
P@jejamento; II Ciclo de Debates em AJUP; 2 Aulas Inaugurais; A semana de intervenção feminista na Urca - Direito; A extensão totalizando 10 gratificantes idas ao Assentamento 10 de Abril; o Cinep@je; o Fortalecimento entre Cajur e P@je; O Fórum Justiça; As Manifestações contra a corrupção; A atuação na marcha das Vadias; A defesa pela autonomia universitária através da Greve; o Ennajup; o Erenaju; a Jornada De Educadoras Feministas; a Homenagem pela defesa dos direitos dos povos atingidos pelo Cinturão das águas... As terças, quintas e sábado de muito estudo, ideias, organização, prática e acima de tudo companheirismo!
É compxs...esse ano, como muitos outros, foi cheio de muita luta por aqueles que acreditam que outra realidade é possível, não baixamos nossas cabeças mesmo diante das adversidades e temos a certeza que estamos no caminho certo. Avante! Eis que recomeça mais 365 certezas de que nada é impossível de mudar!
Bertold Brecht
domingo, 22 de dezembro de 2013
Grupo de Jovens do Assentamento 10 de Abril e P@je, um ano juntos!
Linda noite no Assentamento 10 de Abril! Neste mês fizemos 1
ano de troca de experiências, aprendizados, afetos e conhecimento com o Grupo de
Jovens do assentamento!
Depois pra nossa surpresa os jovens fizeram uma homenagem pro
P@je...foi emocionante! Eles cantaram, recitaram, nos presentearam e
agradeceram, mal sabendo que mais agradecidos estávamos por eles terem nos
acolhido durante todo esse ano!
O trabalho desse ano terminou, mas em 2014 estaremos juntos
novamente!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Dia Internacional dos Direitos Humanos
Dez de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Data alusiva á memória da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU,
em Paris, na Assembleia Geral de 10 de dezembro de 1948. Esse dia é para
não esquecermos o continuo desrespeito aos direitos fundamentais em todo o
mundo, e a necessidade de estarmos sempre atentos para garantirmos a sua
efetivação, como também aos avanços já conquistados que nos fortalece para
continuar nessa luta.
Neste 10 de dezembro de 2013 foi, também, para o P@je dia de
comemoração. Fomos homenageados pelo Fórum Justiça por nossa força dada a
comunidade do Baixio das Palmeiras no Crato- CE, comunidade dentre muitas
outras que será atingida pela mega obra do Cinturão das Águas, do governo do
estado, na qual diversas famílias serão desapropriadas e o patrimônio
natural e cultural da região destruído.
Essa homenagem compartilhamos com nossos companheiros, luta
que sem eles não seria possível ocorrer, da URCA em especial a galera do
CaliGeo, e da UFCA, e a companheirada do jornalismo e filosofia.
Obrigadx!
domingo, 8 de dezembro de 2013
Todxs juntxs com e pelxs xs trans*
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| Vivo ou Morto |
Nossa noite de sábado no assentamento 10 de Abril teve como tema a questão trans*. Um choque de horários fez com que diminuísse o nosso tempo junto com o grupo de jovens, mas enquanto esperávamos ficamos brincando e conversando com as crianças.
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| A poderooosa serpente |
Com o pouco tempo que tínhamos, nós modelamos o momento para que pudesse ser proveitoso para todxs nós. Iniciamos com a exibição de um curta, "Eu te desafio a me amar", que traz o depoimento de Marcelo Caetano, um homem trans, em que ele conta como foi sua vida, a escolha do seu nome e como conheceu a transexualidade.
Em seguida foi lido um texto,João e Maria de Samie Carvalho, onde conta a vida de uma mulher trans, Maria, que tinha recebido o nome de João e o que ela teve de passar por ter o nome errado na sua certidão de nascimento. Conta desde a escola até depois da faculdade, na procura de um emprego, mostrando a insuficiência do nome social.
Houveram falas sobre a conceituação dos termos utilizados, sobre as opressões que as pessoas trans* sofrem e a falta de visibilidade.
Passamos mais um curta que faz parte da campanha da Visibilidade Trans*, da UNESCO, que tinha o depoimento de Ivana Spears, falando sobre as problemáticas que rodeiam a questão, e o Dirceu Greco falando sobre os direitos que lhes cabem e os deveres da sociedade.
Terminamos a noite com a dinâmica do "Patinho Feio", em que todos receberam uma plaquinha na testa onde tinha ordens de interação. Nas plaquinhas tinha escrito: "Aperte minha mão", "Beije minha bochecha", "Dance comigo", "Me faça um elogio", entre outras. Haviam três pessoas que tinham a plaquinha "Me ignore". Como não sabíamos o que tinha nas nossas próprias plaquinhas, os que ficaram com essas se sentiram estranhos, até chegaram a falar no debate que preferiam ter tido outros comandos em sua testa. Conversamos mais um pouco o que é se sentir excluído, não só durante uma música de três minutos, mas ao longo de toda sua vida.
Terminamos a noite com a dinâmica do "Patinho Feio", em que todos receberam uma plaquinha na testa onde tinha ordens de interação. Nas plaquinhas tinha escrito: "Aperte minha mão", "Beije minha bochecha", "Dance comigo", "Me faça um elogio", entre outras. Haviam três pessoas que tinham a plaquinha "Me ignore". Como não sabíamos o que tinha nas nossas próprias plaquinhas, os que ficaram com essas se sentiram estranhos, até chegaram a falar no debate que preferiam ter tido outros comandos em sua testa. Conversamos mais um pouco o que é se sentir excluído, não só durante uma música de três minutos, mas ao longo de toda sua vida.
Foi um passo dado em direção ao respeito às diferenças, um de muitos outros, que daremos juntxs.
sábado, 30 de novembro de 2013
Meninos de rosa, Meninas de azul
Para sensibilizar os jovens, lemos alguns depoimentos sobre descobertas, duvidas medos e casos de homofobia. Momento, esse, de muita emoção.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
S-E-X-O é tabu? Sim.
Sábado, 26 de Outubro, nós, juventude da classe trabalhadora, fizemos uma roda de conversa no assentamento 10 de Abril e o assunto da vez foi SEXO, SEXUALIDADES!!
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Começamos a atividade com uma dinâmica para desmistificar os corpos. Em roda, cada companheirx deveria dizer qual a parte do corpo do companheirx (que estava à esquerda, sempre à esquerda!) seguinte achava mais bonita! Na segunda rodada, deveríamos beijar essa parte do corpo que alegamos ser bonita, para juntos, nos livrarmos de tabus.
Em seguida à sombra de uma árvore no campo de futebol do assentamento, conversamos sobre sexo, questionando por que não conversamos sobre sexo se é algo tão natural?! Foram levantadas diversas reflexões sobre os tabus que o assunto sexo ainda gera dentro de casa, falamos sobre o aprisionamento dos corpos, a cultura de endemoniação do sexo, masturbação, hábitos sexuais saudáveis, dentre outros assuntos.
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| Rebeca falando sobre a AIDS. |
Posteriormente, começamos uma gincana, não para acirrar disputas, mas para tornar o momento mais dinâmico! Dividimos o grupo e deveríamos correr até a garrafa de água para responder um quiz rápido. Falamos sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's), e, no desenrolar da brincadeira, esclarecemos diversas dúvidas sobre os seus riscos.
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| Camisinha Feminina, por quê é tão difícil de encontrar? |
E com o sol se pondo, voltamos ao debate, ressaltando a importância de respeitar xs portadorxs de DST's e, além disso, sobre a importância dos meios de prevenção das DST's e seus possíveis tratamentos, lembrando sempre que o melhor meio de evitar a contaminação é a prevenção com o uso de preservativos nas relações sexuais.
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| Foto poética ao pôr-do-sol. =D |
Sexo é bom. Mas, só se for sexo seguro!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Plenária Auto-Organizada de Mulheres no Assentamento 10 de Abril
Neste sábado quente, cinco de outubro, o P@je promoveu um espaço auto-organizado com as p@jeanas e com as meninas do grupo de jovens do assentamento 10 de abril. Foi um momento rico e necessário para todas as mulheres presentes.
Começando com um texto de empoderamento da mulher, “Eu falo, eu grito, eu xingo, eu amo, eu vivo...” , e compartilhamentos dos nossos dia-a-dias. Enquanto tomávamos suco e comíamos pãezinhos com patê, batíamos papo e nos reconhecíamos umas nas outras. Demos risadas, contamos nossas angústias, fizemos confissões... Havia garotas que nunca tinham comparecido aos encontros, escutamos vozes que sempre ficavam caladas nos momentos mistos. Aos poucos, todas nós tomamos ciência da nossa força.
Começando com um texto de empoderamento da mulher, “Eu falo, eu grito, eu xingo, eu amo, eu vivo...” , e compartilhamentos dos nossos dia-a-dias. Enquanto tomávamos suco e comíamos pãezinhos com patê, batíamos papo e nos reconhecíamos umas nas outras. Demos risadas, contamos nossas angústias, fizemos confissões... Havia garotas que nunca tinham comparecido aos encontros, escutamos vozes que sempre ficavam caladas nos momentos mistos. Aos poucos, todas nós tomamos ciência da nossa força.
Comentamos sobre as mulheres que estão lutando pela liberdade feminina e sobre o que elas estão lutando, reconhecemos nas suas pautas as nossas necessidades. Falamos sobre a diferenciação em relação ao gênero, a questão de ser dona do próprio corpo e o poder de escolher onde quer estar e o que quer fazer.
Fomos cada uma para sua casa pensando em como foi bom um momento em que nós nos descobrimos juntas e na importância disso nas nossas vidas. Saímos de lá com a sensação de termos em cada uma de nós a semente do empoderamento e libertação de uma sociedade patriarcal e machista.
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